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    - Atualizado em 08/10/2015 12h55

    "A esquerda defende Cuba, mas está em Paris", diz Rodrigo Constantino

    Colunista demitido da Revista Veja diz ainda que não ficará calado: "tenho outros instrumentos"

    Foto: Reprodução /Facebook

    Um dos blogueiros mais lidos do site da revista Veja, Rodrigo Constantino não é mais funcionário do Grupo Abril, mas continua provocando a chamada "esquerda caviar" brasileira. O economista concedeu entrevista ao programa Timeline Gaúcha, nesta quinta-feira (8), e falou direto de... Miami!

    O que suscitou mais brincadeiras entre os apresentadores, pois é o local apontado como centro de compras da elite. Mas ele não deixou de contra-atacar: “A gente vai para Miami quando pode. Pior é a esquerda, que defende Cuba, mas está em Paris”.

    Após a saída da revista, surgiram diversas brincadeiras na internet. Em uma delas, Constantino aparece na fila do Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - procurando por um curso de qualificação. Ele entrou no clima descontraído e alertou que “quem disse isso esqueceu de citar que a Dilma também estava na fila”.

    Sobre os motivos da sua demissão, disse não acreditar nas teorias conspiratórias e que a Abril, assim como outros veículos de comunicação, está em fase de cortes. Porém, ressaltou que demais explicações têm que ser buscadas com a editora:

    “A Veja sempre me deu total apoio e suporte. Não tenho nada a reclamar”, afirmou.

    Oposicionista, o articulista é uma figura constantemente atacada pelos apoiadores do governo. Mas ele manda um recado: “Petistas estão comemorando de forma precipitada. Não estou calado, tenho outros instrumentos”.

    Sobre ida para outro veículo, ele disse estar avaliando alternativas: “estarei em algum canal expressando minhas ideias. Não vou ficar calado. Não consigo. Acredito nas coisas que defendo e vou continuar”.

    Sobre a repercussão tomada na web, ele disse ter recebido mais mensagens de apoio do que críticas.

    “Existe um lado comovido com mensagens muito tocantes e, é claro, tem aquela minoria barulhenta que destila um ódio impressionante. Mostra como é hipócrita o discurso de tolerância, pois entram de sola, xingando todo mundo e celebrando a saída de um canal. Nunca me intimidei com ameaças. A ala raivosa da esquerda quer me calar. São intolerantes”.

    E se o PSDB assumisse o governo?

    “Vou ter várias críticas. Agora, o PT está no poder e está fazendo um estrago incalculável para o País”, finalizou.

    Gaúcha
     
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