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- Atualizado em 14/10/2013 18h08

Análise preliminar aponta marcas de tiros em pedreiro que matou o filho em Esteio

Criança foi morta com um bloco de concreto pelo pai

A polícia começou, nesta segunda-feira (14) a investigar o caso da morte do pedreiro de 55 anos que matou o filho de cinco, com um bloco de concreto, em Esteio. Apesar de o laudo do Departamento Médico Legal (DML) não ter ficado pronto, o delegado que investiga o caso teve acesso a dados preliminares. Segundo o titular da Delegacia de Esteio, a necropsia indica que o pedreiro tenha sido morto a tiros e não a pauladas, como afirmaram vizinhos que presenciaram o crime. Leonel Baldasso, no entanto, afirma que ainda não é possível ter certeza se as causas da morte foram os tiros ou as pauladas.

"Ele foi morto com uma arma de caça, e não com pauladas. É preciso investigarmos o caso muito bem, pois os indivíduos que são suspeitos de cometerem o crime são envolvidos com o tráfico de drogas. As pessoas ainda estão com medo de falar o que viram naquele dia", esclareceu.

O pedreiro de 55 anos foi morto por vizinhos na madrugada do último sábado (12) depois de matar, com um bloco de concreto, o filho de cinco anos. O crime chocou a cidade. Na tarde desta segunda (14), a polícia ouviu a mãe da criança e esposa do pedreiro. Ela afirmou que o episódio, que terminou com a morte do menino, começou depois de uma briga entre o casal. Entretanto, não soube informar os motivos da morte da criança. Segundo ela, o filho mais novo era o mais apegado ao pai e estava dormindo quando foi morto.

Na casa da família a polícia encontrou um bloco de concreto e uma enxada, ambos sujos de sangue. No depoimento, a mulher também afirmou que não havia nenhuma medida protetiva contra o companheiro, apesar do histórico de agressões. Ela disse que solicitou proteção, mas que não deu andamento ao caso depois de uma audiência de conciliação. Como o pedreiro morreu, o inquérito agora vai tentar esclarecer as causas da morte dele.

Dois jovens, de 19 e 20 anos, foram identificados e foram encaminhados ao Presídio Central. A polícia continua investigando o caso, e o inquérito deve estar pronto no final desta semana.
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