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    - Atualizado em 21/04/2017 10h43

    ÁUDIO: Governo vai vetar fim do imposto sindical na reforma trabalhista, diz ministro

    Ronaldo Nogueira foi entrevistado no programa Gaúcha Atualidade

    Foto: Diorgenes Pandini /Agencia RBS

    O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou nesta sexta-feira que pontos polêmicos que não foram acertados nas reuniões com sindicatos dos empregados e de empregadores serão vetados da proposta de reforma trabalhista. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o ministro destacou que o fortalecimento dos sindicatos passa necessariamente pela contribuição sindical.

    "Um sindicato sem contribuição não consegue se estruturar para representar a categoria. É por esse motivo que defendemos a manutenção da contribuição sindical por parte do trabalhador, porque ele precisa ter uma entidade que o represente para a realização dos acordos coletivos", afirmou.

    Nogueira também afirmou que irá vetar o chamado trabalho intermitente, aquele que permite jornadas inferiores a 44 horas semanais. O ministro reforçou que a reforma trabalhista dará força de lei aos acordos coletivos negociados entre empresas e trabalhadores, o que evitará embates na Justiça do Trabalho. Entre os principais pontos, Nogueira destacou o que permite que sindicatos e empresas negociem jornadas de até 12 horas diárias.

    Com relação às terceirizações, o ministro garantiu que a proposta de reforma evita a precarização das relações de trabalho, na medida em que empresas contratadas por outras organizações deverão captar empregados regidos pela CLT com garantia de todos os direitos. Sobre a perda de 64 mil empregos no país em março, Nogueira destacou que o desemprego foi menor em relação ao primeiro trimestre do ano passado e projetou recuperação a partir do segundo semestre de 2017.

    Gaúcha
     
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