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    - Atualizado em 19/05/2017 18h14

    Crise em Brasília causa incertezas no RS quanto à recuperação fiscal

    Projeto que define apoio a estados endividados aguarda sanção presidencial

    Senado votou texto meia hora antes das primeiras informações sobre a delação que atingiu o Michel Temer

    Foto: Luis Macedo /Câmara dos Deputados

    Considerada um golpe de sorte por deputados gaúchos, a aprovação do projeto que prevê a recuperação fiscal a estados ocorreu meia hora antes das primeiras informações sobre a delação que atingiu o presidente Michel Temer.

    O texto está pronto para a sanção do presidente. No entanto, a crise que se instalou em Brasília causa incertezas sobre a conclusão do processo e uma possível adesão do Rio Grande do Sul.

    Leia mais sobre a delação da JBS e a crise no governo

    A relatora do texto no Senado, Ana Amélia Lemos (PP-RS), acredita que, apesar das delações da JBS, o texto será ratificado.

    “É só uma assinatura. Ele (Michel Temer) não deixará de assinar pela crise”, opina a senadora.

    No Rio Grande do Sul, aliados do governador José Ivo Sartori estão cautelosos quanto aos próximos passos da tentativa de adesão gaúcha à recuperação fiscal. Por isso, o secretário estadual da Fazenda, Giovani Feltes, prefere não se posicionar antes de fechar a estratégia do Executivo com o governador, visando às próximas votações na Assembleia gaúcha, consideradas determinantes pelo núcleo do Piratini.

    Pacote

    O líder de Sartori no Parlamento, deputado Gabriel Souza (PMDB), relata que ainda não foi fechada a lista dos projetos que serão defendidos pela base aliada para votação na sessão de terça-feira (23). A tendência é que a retomada do pacote de cortes no Legislativo gaúcho ocorra com a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita o pagamento de salários de sindicalistas por parte do Estado. Ainda assim, nada está decidido.

    Sobre a possibilidade de o Piratini tentar fechar o acordo de recuperação fiscal com a União mesmo sem conseguir aprovar a PEC que derruba o plebiscito para privatização da CEEE e mais duas companhias, Souza é enfático.

    “Não. Absolutamente. A orientação do governador é votar tudo pois não há plano B”, destaca o deputado.

    A adesão ao acordo, que livra o Estado do pagamento das prestações da dívida por três anos, não depende da venda das estatais. No entanto, caso o Piratini queira o aval federal para um empréstimo superior a R$ 3 bilhões, terá que dar as companhias como garantia. A única possibilidade de venda sem a aprovação da PEC, é a realização de um plebiscito em 15 de novembro.

    Ordem do dia

    De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, a crise instalada na Capital Federal não deve paralisar os trabalhos no Parlamento gaúcho. Edegar Pretto (PT) cita que há 51 projetos prontos para votação e adianta que não irá propor nenhum acordo para adiar a ordem do dia da próxima terça-feira (23).

    Gaúcha
     
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