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    - Atualizado em 24/06/2017 9h23

    "Dinheiro tem, o que falta é capacidade de administração", diz Fortunati sobre Marchezan

    Ex-prefeito nega que tenha deixado dívida com empresas de areia, como sustenta o atual chefe do Executivo

    Foto: André Ávila /Agencia RBS

    O ex-prefeito de Porto Alegre José Fortunati (PDT) rebateu as críticas do sucessor, Nelson Marchezan Júnior, feitas durante entrevista à Rádio Gaúcha nesta semana. Na terça-feira (21), o atual prefeito disse que havia dificuldade para realizar operações tapa-buraco nas vias da cidade, porque empresas de areia não estavam querendo fornecer insumos em razão de dívidas deixadas pela gestão passada.

    – Esses fornecedores de insumos não receberam durante o ano passado. Então eles não querem fornecer nesse ano, porque acham que não vão receber. E ainda tem uma dívida do ano passado que é grande – disse Marchezan.

    Fortunati garante que não deixou dívidas com essas empresas.

    – Não existem débitos com os fornecedores de insumos para que a gente possa abastecer duas usinas que foram compradas na minha gestão, ultramodernas, que estão na garantia – afirma.

    O ex-prefeito disse ainda que Marchezan usa dados equivocados. Também afirma que conversou com técnicos concursados da prefeitura sobre o assunto, após a entrevista de Marchezan à Gaúcha.

    Para Fortunati, entre os motivos para a demora do recapeamento asfáltico das vias, está o término de um contrato com nove caminhões com caçambas térmicas que faziam o serviço e que até hoje não teria sido renovado.

    – Ou seja, dinheiro tem, o que falta é capacidade de administração. De colocar em prática aquilo que pode ser feito – dispara Fortunati.

    O ex-prefeito também lembrou que a prefeitura obteve financiamento, junto à Comunidade Andina de Fomento (CAF), superior a US$ 92 milhões, sendo US$ 34 milhões somente para recuperação de vias.

    – (O recurso) Era para recuperação funcional de 44 quilômetros e recuperação estrutural de 78 quilômetros – explica.

    Segundo o presidente da Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro, Pedro Reginato, não há relatos que cheguem na entidade de atraso de pagamento pela prefeitura e de empresas que estejam se negando a fornecer insumos por esse motivo.

    – Se não estiver entregando (empresas), nada impede de uma nova tomada de preços pela prefeitura para aquisição – explica.

    A Rádio Gaúcha aguarda uma nova posição do prefeito Nelson Marchezan Júnior.

    Gaúcha
     
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