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    - Atualizado em 24/06/2017 12h48

    Duas pessoas devem ser indiciadas pela morte de policial civil em Gravataí

    Além do autor dos disparos, outro criminoso que também atirou contra os policiais, deve responder pelo assassinato de Rodrigo Wilsen da Silveira

    Rodrigo Wilsen da Silveira foi morto durante ação policial em Gravataí

    Foto: Reprodução /Reprodução

    O titular da 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí, delegado Rafael Sobreiro, afirmou que todos os cinco presos pela morte do escrivão Rodrigo Wilsen da Silveira, 39 anos, ocorrida na sexta-feira (23) durante operação contra o tráfico de drogas no município, serão indiciados por pelo menos quatro tipos de crimes. Contudo, dois deles serão responsabilizados também por homicídio.

    Um deles é Maicon de Mello Rosa, 25 anos, apontado como autor dos disparos que atingiram a vítima. O sepultamento do policial ocorreu no final da manhã deste sábado (24) no cemitério São João, zona norte de Porto Alegre. 

    Outro indiciado pelo assassinato também atirou contra os policiais que cumpriam mandados judiciais na localidade onde os suspeitos estavam. Em princípio, os disparos não atingiram os agentes.

    Mesmo assim, a arma usada pelo criminoso será periciada para que a polícia tenha uma prova técnica visando o indiciamento do suspeito.

    Os dois e os outros três presos respondem ainda por tráfico de drogas, que foi o motivo da operação policial, associação ao tráfico, receptação, já que estavam com um veículo roubado, e adulteração, pelo fato das placas do carro estarem clonadas. As prisões em flagrante foram convertidas na noite passada em prisões preventivas. 

    Inquérito 

    Sobreiro destaca que o inquérito sobre o assassinato será concluído em até uma semana, apesar do prazo em caso de prisão em flagrante ser de dez dias. No entanto, como também envolve tráfico de drogas, o prazo se estende para um mês. 

    – Mas vamos concluir nos próximos dias mesmo e, além do Maicon, vamos aguardar a perícia para indiciar o segundo atirador também pelo homicídio – ressalta Sobreiro. 

    Maicon, inclusive, não era alvo da investigação da 2ª Delegacia de Gravataí. A operação tinha como objetivo obter provas contra uma mulher, suspeita de comandar o tráfico de drogas na região.

    Recentemente, Maicon pediu uma indenização por danos morais ao governo do Estado pelas más condições no Presídio Central. O suspeito, que esteve no local por cerca de quatro anos, pretende obter o valor de R$ 60 mil, mais R$ 500 por dia de superlotação na cadeia.

    Ele tem vários antecedentes criminais por homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas, entre outros. Já esteve preso nos regimes fechado e semiaberto, usou tornozeleira e até foi considerado foragido da Justiça. 

    Gaúcha
     
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