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    - Atualizado em 20/04/2017 19h35

    Ex-presidente da OAS diz que Lula o orientou a destruir documentos

    Em depoimento a Moro, Léo Pinheiro confirmou que o ex-presidente é proprietário do tríplex do Guarujá

    Foto: Fernando Frazão /Divulgação

    O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, afirmou ao juiz Sérgio Moro que foi orientado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a destruir documentos da “propina do caixa do PT”. A informação foi dada durante depoimento, em Curitiba, nesta quinta-feira.

    Pinheiro relatou uma conversa que teve com Lula, quando foi questionado se tinha anotações sobre pagamentos ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto – que, segundo o empresário, comprovavam pagamentos de caixa dois e propina.

    Na ocasião, Lula teria perguntado: “Você tem algum registro de encontro de contas entre Vaccari e você? Se tiver, destrua”.

    Tríplex do Guarujá

    Léo Pinheiro é réu na ação penal que envolve a aquisição de um tríplex na praia do Guarujá, no litoral de São Paulo. Lula nega ser proprietário do imóvel, mas a Polícia Federal assegura que ele é o dono do apartamento.

    “O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar os empreendimentos da Bancoop. Já foi me dito que era do presidente Lula e da sua família, para que eu não comercializasse”, disse o empresário no depoimento de hoje.

    Segundo Léo Pinheiro, o tríplex e a reforma do imóvel foram pagos através de propina acertada junto à empreiteira em uma obra da Petrobras.

    “O lucro daquele empreendimento praticamente estava indo embora na reforma de um só (tríplex), eram cento e tantos (apartamentos). A OAS não teve prejuízo porque foi paga através da RNEST (Refinaria Abreu e Lima), da obra da Petrobras, do encontro de contas”, afirmou.

    Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Léo Pinheiro, Lula e outras seis pessoas por corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita, no mesmo mês, pelo juiz Sérgio Moro.

    À época, o procurador Deltan Dallagnol afirmou que o ex-presidente era o "comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato". Ainda segundo o MPF, o petista foi o "maior beneficiário do esquema”.

    Gaúcha
     
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