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    - Atualizado em 09/09/2015 17h19

    Greve no INSS: nova reunião termina sem acordo com governo

    Ministério do Planejamento pediu 48h para analisar reivindicações da categoria

    Agências só abrem para quem tem perícias marcadas

    Foto: Marcus Bruno /Rádio Gaúcha

    Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em greve aguardam uma posição do Ministério do Planejamento sobre as negociações que podem terminar com a paralisação que já dura mais de dois meses. Na terça-feira, uma reunião em Brasília terminou novamente sem acordo, e o governo pediu um prazo de 48 horas para analisar as reivindicações da categoria.

    Em Porto Alegre, as agências seguem fechadas, deixando entrar apenas quem tem perícia agendada. A orientação é marcar o serviço pelo fone 135.

    A perícia médica é exigida para o cidadão receber benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial e para reconhecimento de acidentes de trabalho.

    Os benefícios não serão cortados pelo INSS durante a greve. O segurado, porém, precisa registrar o pedido de prorrogação assim que receber a recomendação de estender a licença.

    A Associação dos Médicos Peritos explica que estão sendo priorizados atendimentos a quem faz a perícia pela primeira vez, quem ainda não está no auxílio doença, grávidas, idosos e deficientes físicos. Quem comparecer, caso não seja atendido, terá o serviço remarcado. Mas se o posto estiver completamente fechado, o segurado deve ligar para a Central 135 e registrar a tentativa.

    Os servidores do INSS de todo o Brasil estão em greve desde o dia 7 de julho. Eles querem 27,5% de reajuste salarial, jornada de 30 horas e incorporação das gratificações para a aposentadoria. O governo ofereceu 10,8% em duas vezes, e a proposta foi rejeitada.

    Gaúcha
     
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