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    José Alberto Andrade: Os 20 anos de um timaço

    Repórter lembra geração de ouro de Atlanta

    Foto: Montagem

    Os Jogos do Rio no ano que vem marcam duas décadas de uma mudança de patamar nas conquistas brasileiras em Olimpíada. Foi em Atlanta, nos chamados Jogos do Centenário, em 1996, que passamos para as duas casas no número de medalhas e nunca mais baixamos disto. O Brasil vinha de apenas três conquistas em Barcelona, uma de cada metal. Quem esteve lá não esquece daquela delegação que teve talvez sua delegação mais rica em ícones em suas modalidades, mesmo que não tenham subido ao pódio.

    Uns estreavam para brilhar como Robert Scheidt o o vôlei de praia que deu dobrada feminina nas primeiras medalhas para mulheres brasileiras na história. Se despediram ídolos como o grande Joaquim Cruz, o "Mão Santa" Oscar que também quebrou a marca de mil pontos em Olimpíadas.

    Com direito à prata, as geniais Hortência e Paula só perderam para uma espécie de Dream Team feminino montado pelos Estados Unidos. O até hoje mais rápido brasileiro, Robson Caetano, também fez sua última participação e estava no time de bronze do revezamento. A natação agregava ao campeão Gustavo Borges um fantástico, rápido e carismático Fernando Scherer.

    O já consagrado Aurélio Miguel teve a mesma dignidade na conquista do bronze que havia tido ao ser campeão no judô em 1988. Torben Grael chegava ao primeiro ouro na sua coleção de medalhas. E há outros e outras. Bernardinho estreava como técnico e já faturava bronze com as mulheres que perderam para Cuba num jogo inesquecível na semifinal.

    Até Ronaldo Fenômeno esteve naquela Olimpíada e foi bronze treinado pelo velho lobo Zagallo. Enfim, com o perdão pelas inevitáveis omissões, eram muitos nomes históricos em diversas modalidades. Alguns até seguem competindo como Rodrigo Pessoa e Doda Miranda, da equipe de bronze do hipismo. 

    Vinte anos depois, a proposta do Brasil é dar outro salto no número de pódios, quem sabe chegando entre os 10 primeiros no quadro geral. Dificilmente, porém, teremos tantos heróis com o "peso" que tínhamos naquele ano. Ganharemos em desempenho, certamente, em quantidade, mas é difícil imaginar que teremos a magia de um grupo tão significativo. Veremos mais campeões, porém, vamos com menos idolos nacionais. Que pós-Rio 2016 nos conteste. 

    Gaúcha
     
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