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- Atualizado em 20/03/2014 10h24

Leite contaminado é encontrado no RS e MP cogita pedir recolhimento total dos lotes

Empresa LBR ainda não deu detalhes sobre o cumprimento de recall

"Não temos segurança alguma sobre o leite Parmalat e Líder que está no mercado", afirmou promotor
Foto: Álvaro Andrade  / Rádio Gaúcha

O Ministério Públicio Estadual cogita ingressar com ação na justiça pedindo o recolhimento de todos os lotes de leite UHT das marcas Parmalat e Líder no Rio Grande do Sul. O motivo é a falta de informações por parte da empresa LBR, responsável pelas duas marcas, sobre o paradeiro dos lotes de leite produzido no Paraná e São Paulo nos dias 13 e 14 de fevereiro, que, segundo a empresa, foram processados com matéria-prima contaminada.

Um consumidor entregou à Promotoria um litro de leite adquirido em Porto Alegre no dia 18 de fevereiro com data e local de fabricação idênticos aos informados pela empresa sobre os produtos contaminados. Em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente, lhe foi confirmado que se tratava dos lotes que usaram leite que amostras comprovaram contaminação com formol. O Ministério Público fez buscas em grandes redes de supermercados da Capital e não encontrou outros exemplares. Mesmo assim, orienta a população para que não beba leite dessas marcas produzidos nos dias 13 e 14 de fevereiro.

Nesta quarta-feira (19), terminou o prazo concedido pelo Ministério da Agriciltura para que a LBR fornecesse detalhes sobre a retirada desses lotes do mercado. "Estamos completamente no escuro e, se persistir essa falta de informações, podemos ingressar com alguma medida judicial pedindo a retirada de todos os lotes destas marcas que ainda estão no mercado", afirmou o promotor Alcides Bastos Filho.

Até agora, a LBR havia informado ao Ministério Público que o leite contaminado foi comercailizado apenas em São Paulo e no Paraná. Ainda segundo o promotor, o consumidor chegou a consumir parte do leite UHT e relatou complicações intestinais. "O problema é que não há como o consumidor detectar a adição de produtos químicos, já que não há alterações de gosto ou cheiro", complementou Bastos Filho.

Saiba mais

O Ministério Público (MP) realizou na última sexta-feira (14) a quarta operação Leite Compen$ado. Dez meses após os primeiros casos, foi descoberta nova distribuição deleite adulterado no Rio Grande do Sul. Desta vez, o alvo são oito cidades na Região Noroeste, com envolvimento de um posto de resfriamento que encaminhava produtos para os Estados de São Paulo e Paraná.

A semelhança com os fatos anteriores é que transportadores voltaram a adulterar o leite colocando ureia, que contém formol (que por sua vez possui uma substância cancerígena). Tudo isso era feito para mascarar a adição de água, com o objetivo de aumentar o volume do produto. Segundo o MP, 300 mil litros foram encaminhados para processamento no Paraná e São Paulo.

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