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    - Atualizado em 09/02/2014 17h47

    Licitação dos ônibus de Porto Alegre prevê frota sem ar-condicionado

    EPTC afirma que medida é necessária para reduzir os custos da passagem

    Foto: Ronaldo Bernardi /Agencia RBS

    O edital da primeira licitação do transporte público de Porto Alegre será conhecido somente no dia 05 de março, mas a prefeitura já estuda maneiras de reduzir o valor total do sistema. Para que isso seja possível, um dos pontos a constar na licitação é a extinção do ar-condicionado em toda a frota de ônibus. Segundo o diretor-presidente da Empresa Público de Transporte e Circulação (EPTC), a frota climatizada aumentaria em R$ 0,10 o valor da tarifa para o usuário. A justificativa, segundo Vanderlei Cappellari, está no preço dos veículos. Cappellari admite que está preparado para o impacto negativo da decisão, mas diz que é inevitável.

    "Um ônibus articulado com ar-condicionado teria elevação de R$ 125 mil em relação a um coletivo comum. Além disso, o aumento no consumo de combustível chega a 30% em um ônibus climatizado."

    Entre os anos de 2004 e 2011, o aumento na frota com ar-condicionado foi 0,9%. Atualmente o percentual de ônibus com o aparelho é de 22,66%. Desse total, 47,65% pertence à Carris. O Consórcio Conorte, por exemplo, só tem 10,40% dos coletivos climatizados. Mesmo com o corte no ar-condicionado, a tarifa deve aumentar. O reajuste no preço do óleo diesel e o aumento salarial dos rodoviários vão entrar na conta. O edital de licitação será único, apesar de a cidade estar dividida em três bacias (Norte, Sul e Leste).  A Carris continuará com a operação das linhas transversais.  

    "Vamos indicar a tarifa máxima para cada bacia, que será a nova tarifa, mesmo que elas tenham características diferentes"

    O projeto básico, com a descrição do sistema, modelo operacional e critérios de qualidade, está pronto desde o final do ano passado, mas a opção por aguardar o projeto de integração dos ônibus com o metrô e os BRTs atrasou a publicação da licitação. Essa espera fará a concorrência acontecer sem uma discussão em audiência pública, como prevê a lei de licitações nesses casos.

    "Como a decisão do prefeito é por cumprir a liminar do Tribunal de Justiça (30 dias para a publicação do edital) nós não teremos prazo hábil para isso, mas a ideia é que isso seja discutido nas reuniões do Orçamento Participativo"  

    Além dos 30 dias para a publicação do edital, a Justiça determinou outros 120 para a finalização. Mesmo que o prazo seja cumprido sem recursos, o processo estará concluído apenas no mês de junho.

     
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