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    Macedo: Dilma Rousseff é a grande responsável pela crise que vivemos

    Presidente tomou decisões equivocadas e destruiu as finanças do País

    Presidente tomou decisões equivocadas e destruiu as finanças do País

    Foto: Julio Cavalheiro /Agencia RBS

    O que está ruim sempre pode piorar. A economia brasileira pulsa nessa "vibe". A cada semana, surgem números mais negativos que os anteriores. Divulgado ontem, o Boletim Focus, preparado pelo Banco Central (BC), traz a oitava previsão consecutiva de encolhimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

    Como se sabe, o PIB é a soma de todas as riquezas produzidas por um país. Segundo as instituições financeiras ouvidas pelo BC, a riqueza do Brasil vai terminar 2015 com queda de 2,44% por cento. Na semana passada, a redução prevista era de 2,44%.

    Para complicar, a inflação deve continuar em alta, sendo calculada em 9,29%. O índice é mais que o dobro da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

    A combinação de recessão com inflação alta é a pior possível. Ela gera desemprego e corrói o valor de compra dos salários. Não por acaso, a taxa de desemprego de 8,1% anunciada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a maior da série histórica iniciada em 2012. No ano passado, nessa época, a taxa era de 7%. Mais de oito milhões de brasileiros estão sem emprego. 

    Fundo do poço

    Nada do que está aí, colocando em risco o bolso e a sobrevivência das famílias brasileiras, foi criado pelos opositores do governo. A grande responsável pela crise que estamos vivendo atende pelo nome de Dilma Vana Roussef, que achou ser possível promover o crescimento econômico à margem dos princípios que livraram o Brasil da hiperinflação nos anos 1990.

    Mesmo com todos os alertas, Dilma tomou decisões equivocadas, gastou mais do que devia e podia, trouxe a inflação de volta e destruiu as finanças do país.

    Agora, timidamente, ela fala em corrigir as falhas. "Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente. Alguns remédios para essa situação, é verdade, são amargos, mas são indispensáveis", afirmou em pronunciamento sobre o Dia da Independência. A presidente fala, mas não convence. 

    Se tivesse mesmo a intenção de mudar, Dilma trataria de fortalecer o ministro da Fazenda e evitar que fosse maltratado dentro do próprio governo. A presidente diz uma coisa, mas dá sinais de que pensa diferente. Essa dubiedade não convence. Ao contrário, serve só para agravar a crise. Como indicam as previsões que abrem este comentário, o fundo do poço ainda está longe. Bem longe!

     
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