A
     
     
     
     
     
     

    Macedo: se fosse cidadão comum, Sartori clamaria por mais segurança

    Como governante, José Ivo Sartori vive num mundo à parte

    Quero ver Sartori como um cidadão comum, caminhando á noite e pegando ônibus

    Foto: Mateus Bruxel /Agencia RBS

    O levantamento preparado pelo Diário Gaúcho, mostrando que a milésima morte violenta na Região Metropolitana nunca aconteceu tão cedo, é mais um eloquente alerta sobre o avanço da criminalidade na capital e municípios vizinhos.

    Apesar de todas as evidências, o governador Sartori insiste que a situação está sob controle. E abre mão de pedir a ajuda da Força Nacional de Segurança Pública, tropa federal formada por policiais altamente treinados, cuja presença em Porto Alegre poderia dar um "sacode" na bandidagem. Governantes são assim: vivem num mundo à parte.

    Cercados de seguranças, ninguém chega perto deles. O perigo passa longe. Quero ver Sartori como um cidadão comum, obrigado a caminhar da Avenida Salgado Filho ao Camelódromo à noite, para pegar o ônibus. Em poucos dias, estaria clamando por mais polícia na rua também.

    Igual aos outros

    Nosso governador disse que o quadro da segurança no Rio Grande do Sul é semelhante ao existente em outros estados do Brasil. A comparação é vaga e carece de dados comparativos.

    Mas, para efeito de raciocínio, vamos admitir que seja isso mesmo. Só que 14 colegas de Sartori já pediram ajuda à Força Nacional, num sinal claro de que já não conseguem enfrentar a criminalidade sem reforço.

    Se vivemos situação parecida, com diz o governador, por que não seguimos o exemplo deles então? Ou será que só estamos iguais a quem ainda não recorreu ao socorro federal?

    Corneta do ex

    Ex-secretário da Segurança Pública no governo Yeda, o deputado estadual Ênio Bacci (PDT) alfinetou o atual titular da pasta Wantuir Jacini pelo Twitter. "Governo demora demais para reagir contra a bandidagem. Falta voz de Comando na SSP/RS. O silêncio do secretário é preocupante", escreveu Bacci, sintetizando o pensamento da maioria dos gaúchos.

    Quando a crítica é feita pela imprensa, a autoridade tende a dizer que é falta de conhecimento. Bacci, ao contrário, já sentou na cadeira de Jacini e sabe bem do que está falando.

    Por sinal, embora curta, sua passagem pela Segurança Pública foi marcada pelo "calor" que a polícia deu na bandidagem. É tudo o que o momento exige.

     
    Comentários