•  Porto Alegre
  •  Santa Maria
  •  Serra
  •  Zona Sul
00:00Esporte & Cia02:59
 
 
 
 
A
 
 
 
 
- Atualizado em 18/04/2014 16h29

Mãe de assistente social confirma que filha deixou pá e cavadeira em sua casa

Tereza Wirganovicz não crê que filha tenha participação no crime

Galeria de imagens

A mãe de Edelvânia Wirganovicz, Tereza Wirganovicz, 64 anos, não acredita que sua filha tenha culpa na morte de Bernardo Boldrini, mas confirmou que recebeu uma pá e uma cavadeira da filha, ato que causou estranheza, segundo ela. Edelvânia está presa desde o início da semana, acusada de participar da morte de Bernardo ao lado do pai e da madrasta do menino.

Viúva e mãe de sete filhos, Tereza afirma que nunca deu motivo para que os filhos fizessem algo nesta proporção. “Ela me ajudava, me trazia as coisas. Ela nunca demonstrou agressividade. Ela sempre ajudava os irmãos”. Para Tereza, sua filha foi iludida por Graciele Ugulini, a madrasta de Bernardo. “Essa mulher iludiu a minha filha. Como é que ela foi cair nessa armadilha, meu Deus do céu", desabafa a idosa.

Tereza Wirganovicz garante que não sabia do crime. Que só soube quando a Polícia Civil chegou na casa dela junto com a filha, que mal olhava para a mãe. Confirmou ainda que Edelvânia sempre visitava a casa dela nos finais de semana. Tereza confirma que no dia 04/04, dia em que a Polícia acredita que Bernardo foi morto e enterrado, Edelvânia não teria ido a sua casa. No dia 05/04, Tereza disse que a filha foi a visitar. Perguntada se ela havia levado uma pá e uma cavadeira, ferramentas que a Polícia teria apreendido na casa dela, a idosa confirmou.

"Ela chegou ali e já deixou a pá e me disse: ó mãe eu trouxe essas ferramentas pra ti arrumar lá (o terreno que Tereza comprou). Ela trouxe uma pá e uma cavadeira. Eu me senti um aperto no peito quando ela me apresentou aquelas ferramentas, porque essas coisas a gente tem aí", admitiu a idosa.

Caso Bernardo

Bernando Uglione Boldrini foi encontrado morto no dia 14 de abril, após dez dias desaparecido. O corpo do jovem estava em um matagal, enterrado dentro de um saco, na localidade de Linha São Francisco, em Frederico Westphalen. O menino morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de 1 ano, no município de Três Passos.

O pai chegou a afirmar que o garoto havia retornado com a madrasta de uma viagem a Frederico Westphalen, no dia 4, quando teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Bernardo deveria voltar no final da tarde do dia 6, o que não ocorreu.

Após dez dias de investigações, foram presos o pai, a madrasta e uma amiga dela. A suspeita é de que o menino tenha sido morto com uma injeção letal. Em entrevista coletiva, a delegada Virgínia Bamberg Machado, responsável pelo caso, afirmou não ter dúvidas do envolvimento dos três na morte de Bernardo.

Comentários