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    - Atualizado em 01/08/2017 16h13

    "Não temos recursos para ir além de setembro", afirma reitor da UFRGS, sobre pagamento a terceirizados

    Em entrevista à Rádio Gaúcha, Rui Vicente Oppermann detalhou o agravamento das finanças com a queda no repasse da União

    Foto: Adriana Franciosi /Agencia RBS

    O corte no repasse do Ministério da Educação (MEC) às universidades federais está deixando no vermelho as finanças das instituições bancadas pela União no Rio Grande do Sul. Em 2016, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) amargou um déficit de R$ 5 milhões. Caso o Palácio do Planalto não libere o valor previsto para a universidade, a UFRGS não terá como pagar os funcionários terceirizados a partir de outubro.

    A informação é do reitor Rui Vicente Oppermann, que conversou com a reportagem da Rádio Gaúcha nesta terça-feira (1º). Sem esconder a preocupação com as contas dos próximos meses, o reitor ainda acredita na sensibilidade do MEC.

    — O governo está dizendo que vai se esforçar para que haja liberação acima de 90% no custeio e de pelo menos 60% no capital. O problema é que, neste momento, com o que está liberado, não temos recursos para ir além de setembro — disse.

    De acordo com Oppermann, a instituição trabalha com um orçamento R$ 15 milhões a menos do que o executado em 2016. Neste ano, o governo estimou R$ 178 milhões para a UFRGS, sendo R$ 165 milhões para custeio e apenas R$ 13 milhões previstos para despesas de capital.

    — Esse é o orçamento previsto. E aí que vem o grande problema criado nacionalmente, e que não ocorre somente com a UFRGS, é que a liberação do orçamento não está se dando em cima desses valores. Além desse corte de 2016 para 2017, tivemos um contingenciamento de 10% nas despesas de custeio e de 30% nas de capital — observa.

    Mesmo com as dificuldades, o reitor da UFRGS garante que não está trabalhando com atrasos ou parcelamento de salários de professores e servidores do quadro.

    — A nossa grande preocupação é com os terceirizados. Até este momento, honramos o pagamento dos terceirizados. Inclusive fizemos rolagem de dívidas com a CEEE, que está entendendo a nossa situação. O problema é que, a partir de outubro, caso não sejam liberadas verbas de custeio e capital, não teremos recursos para despesas compulsórias, como energia elétrica e terceirizados — lamenta. 

    Em nota, o Ministério da Educação afirma que, para 2017, o limite de empenho previsto inicialmente para as universidades é de 85% do valor previsto para despesas de custeio e de 60% para despesas de capital. No entanto, o MEC está trabalhando para aumentar esse limite.

    Gaúcha
     
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