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    - Atualizado em 20/03/2017 16h01

    Obrigatoriedade de uniforme em colégio particular da Capital gera ocorrência policial 

    Mãe de uma aluna lamentou que a estudante tenha perdido período de aula por não estar com a vestimenta completa exigida pela instituição

    Foto: Lauro Alves /Agencia RBS

    O segundo mês de aulas no Colégio Marista Rosário começou com uma celeuma sobre a exigência de uniforme completo para alunos. Na manhã desta segunda-feira, um grupo de estudantes teria sido impedido de entrar na sala de aula e foi encaminhado a um salão. Alguns alunos ligaram para os pais relatando o ocorrido, e muitos dos responsáveis não gostaram da conduta da escola. As informações são de Zero Hora.

    A jornalista Adriana Vargas, mãe de uma aluna do 3º ano do Ensino Médio, lamentou que a filha tenha perdido o primeiro período de aula. A estudante estava com a camiseta da escola e uma calça azul, cor do uniforme, mas, segundo as regras, deveria estar com as peças padrão da instituição. Adriana chegou a registrar uma ocorrência policial em Porto Alegre. Para ela, foi ferido o direito à educação no momento em que os alunos foram barrados. Na delegacia, o caso foi registrado como "fato atípico".

    "Acho que não precisava todo esse constrangimento e ainda impedir que minha filha assistisse ao primeiro período. E eu ainda tive de me deslocar para resolver a questão. Se tu olhares minha filha, vai ver que ela estava uniformizada", diz a mãe.

    Vice-diretor do Colégio Rosário, Maurício Erthal reconhece que a medida pode ter causado desconforto, mas ressalta que a escola deixou de exigir o cumprimento da regra no início do ano exatamente para que as famílias pudessem se organizar, dando um mês até a cobrança efetiva da medida, o que ocorreu nesta segunda-feira. Ele assegura que os alunos foram reunidos num salão apenas para que justificassem a falta do uniforme, não impedidos de acessar a escola.

    A implementação do uniforme completo no Colégio Rosário está sendo feita gradualmente desde 2011 e, segundo Erthal, foi discutida com os pais e segue sugestão da Indicação nº 40 do Conselho Estadual de Educação (CEE), que considera a adoção da norma positiva para inclusão, segurança e unidade no meio escolar. O CEE não entra em detalhes sobre sanções ao descumprimento.

    "Não é algo novo, que implantamos agora ou inventamos. O uniforme, entre outros objetivos, é uma medida de segurança e amplia a ideia de pertencimento e igualdade no grupo", diz.

    De acordo com o vice-diretor, o Rosário tem quatro fornecedores do uniforme e, em média, a vestimenta completa custa cerca de R$ 350. A escola decidiu dar um prazo de 48 horas para que os estudantes que foram notificados pela falta do uniforme completo providenciarem as peças. esse prazo se encerra na quarta-feira, ou seja, neste dia, a norma será exigida.

    Um grupo de pais criou um abaixo-assinado na internet para pedir que a direção avalie o uso parcial do uniforme pelos alunos do 3º ano do Ensino Médio. Pelo menos 40 assinaturas já haviam sido coletadas no começo da tarde desta segunda-feira.

     

     

    Zero Hora
     
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