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    - Atualizado em 23/06/2017 10h53

    Operação da PF combate comércio irregular de anabolizantes no RS e mais 5 Estados

    Agentes cumprem mandados em Rio Grande, na zona Sul, e em outros municípios

    Foto: Divulgação /Divulgação

    A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), uma ação para desarticular três organizações criminosas que traficam anabolizantes e outras drogas, como medicamento anorexígenos. A Operação Proteína é uma continuidade da Black Dragon, que ocorreu em dezembro do ano passado em Rio Grande.

    Mais de 320 policiais federais cumprem 30 mandados de prisão e 75 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    No Estado, são cumpridos três mandados de busca e apreensão em Rio Grande, nove em Pelotas e um em Porto Alegre. Os agentes também estão em Palhoça (SC), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), e Guaíra e Foz do Iguaçu (PR), onde são cumpridos também três mandados de prisão, e em São Paulo, onde se concentra a maior parte da operação. Na capital paulista, são cumpridos 54 mandados de busca e apreensão e 25 de prisão.

    As investigações da primeira operação, a Black Dragon, demonstraram que uma parcela do anabolizante irregular consumido em Rio Grande era fornecida por três quadrilhas de São Paulo. Os anabolizantes e medicamentos eram fabricados no Paraguai, na Argentina, na Índia, e em outros países. Além de trazer o produto ilegalmente, essas organizações também eram responsáveis pela distribuição em diversos estados brasileiros.

    Há indícios de falsificação e comercialização de medicamentos adulterados, como hormônios de crescimento, e de aquisição de anabolizantes no mercado interno, de forma fraudulenta, desviados para revenda clandestina.

    A movimentação financeira mensal das organizações criminosas é estimada em R$ 2 milhões. De acordo com a Polícia Federal, os grupos eram altamente estruturados, inclusive com a participação de servidores de órgãos de segurança pública. Policiais federais, civis e militares são investigados na Operação Proteína.

    Gaúcha
     
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