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- Atualizado em 16/04/2014 17h56

Pai da madrasta de Bernardo acredita na inocência da filha

Plínio Ugulini falou em entrevista sobre o caso

Foto: Arquivo Pessoal

O pai da madrasta do menino Bernardo, morto na semana passada, garante que a filha nunca foi agressiva e que tratava bem a criança. Plínio Ugulini é morador de Santo Augusto, município próximo a Três Passos, onde reside Gracieli. A madrasta de Bernardo, de 37 anos, está presa desde segunda-feira (14) à noite, por suspeita de participação na morte do garoto. Ele conta que a família teve dificuldades para contratar um advogado, mas que o problema já foi resolvido. Segundo ele, a filha ainda está incomunicável.

Ouça a entrevista com o pai de Graciele Ugulini

Plínio Ugulini garantiu, ainda, que Graciele trabalhou por muitos anos em Frederico Westphalen, que é o município onde o corpo de Bernardo foi encontrado. Entretanto, ela havia largado o emprego público para auxiliar na clínica do marido, em Três Passos. Disse, ainda, que a relação de Graciele com o menino sempre foi muito boa.

"Tinha uma babá que cuidava da nenê. Então lógico, ele tava trabalhando, é o único cirurgião de Três Passos, ele não tinha hora pra chegar em casa, e minha filha ajudava no consultório", relatou.

Quando questionado sobre a culpa da filha, o pai de Graciele diz que não acredita que ela fosse capaz de cometer o crime, mas demonstra certa dúvida a respeito do que poderia estar ocorrendo:

"Olha, o que vou te dizer? A gente não sabe. Mas eu acredito que ela não teria condições de fazer isso. Porque a gente que criou uma filha com todo amor e carinho. Eu duvido que ela fizesse isso. Mas é tal coisa, a gente não sabe o que poderia ter na cabeça dela, né?, " desabafa.

Morte de Bernardo

Bernando Uglione Boldrini foi encontrado morto no dia 14 de abril, após dez dias desaparecido. O corpo do jovem estava em um matagal, enterrado dentro de um saco, na localidade de Linha São Francisco, em Frederico Westphalen.

O menino morava com o pai, a madrasta e uma meia-irmã, de 1 ano, no município de Três Passos. O pai chegou a afirmar que o garoto havia retornado com a madrasta de uma viagem a Frederico Westphalen, no dia 4, quando teria dito que passaria o final de semana na casa de um amigo. Bernardo deveria voltar no final da tarde do dia 6, o que não ocorreu. 

Após dez dias de investigações, foram presos o pai, a madrasta e uma amiga dela. A suspeita é de que o menino tenha sido morto com uma injeção letal. Em entrevista coletiva nesta terça-feira (15), a delegada Virgínia Bamberg Machado, responsável pelo caso, afirmou não ter dúvidas do envolvimento dos três na morte de Bernardo.

 

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