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    - Atualizado em 10/09/2015 15h48

    Parte dos salários dos funcionários da Santa Casa de Rio Grande ainda não foi pago

    Por causa de dívida de R$ 7 milhões do Governo Estadual, administração não consegue quitar os salários

    De acordo com a administração, os atrasos são causados por dívidas do Governo do Estado

    Foto: Karoline Avila /Rádio Gaúcha Zona Sul

    Os 1,6 mil funcionários da Santa Casa de Rio Grande ainda não receberam na integralidade os salários referentes ao mês de agosto. O pagamento foi dividido em três parcelas. A última, porém, de R$ 2 milhões, ainda não tem prazo para ser quitada. De acordo com a administração, os atrasos são causados por dívidas do Governo do Estado com a instituição. Só em 2015, o débito chega a R$ 7 milhões.

    A prefeitura de Rio Grande - que interveio na gestão do hospital em abril deste ano - estuda repassar o valor para quitar os salários. A situação está sendo estudada pela procuradoria jurídica. Além da alternativa, foi solicitada uma audiência em caráter de urgência com o governador José Ivo Sartori para tratar dos repasses em atraso.

    No dia 25 de agosto, metade dos salários foi depositada. Estava previsto para terça-feira o pagamento do restante, mas só 25% foi repassado por falta de dinheiro em caixa. Além dos funcionários, há dívida de R$ 1,8 milhão com os prestadores de serviço.  

    Segundo o administrador da Santa Casa, Jeferson Alonso, a instituição está pedindo socorro ao Governo do Estado. “Se o governador Sartori não pagar os serviços do hospital, não teremos o que fazer. São mais de 830 mil pessoas referenciadas nesta casa de saúde. É, no mínimo, uma vergonha e uma irresponsabilidade. Não estamos falando de uma fábrica de carros, que para de produzir e pode dar férias coletivas. Estamos falando de uma casa de saúde que deve estar sempre preparada para atender”, afirmou.

    Apesar do parcelamento, os funcionários seguem trabalhando normalmente. A instituição é referencia em especialidades médicas para 22 municípios da Região Sul. O setor de traumatologia está fechado desde o início do mês por falta de recursos.

     
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