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    - Atualizado em 30/06/2016 13h33

    Piratini vai nomear 2 mil PMs e 661 policiais civis até 2017

    Sartori detalhou medidas para a área de segurança pública, que incluem ainda realização de concurso para Susepe e IGP

    Governador Sartori detalhou ações

    Foto: Luiz Chaves /Palácio Piratini

    O governador José Ivo Sartori anunciou em solenidade, na manhã desta quinta-feira (30), o plano para a área de segurança pública no Rio Grande do Sul. Entre as medidas está a nomeação, a partir de agosto, de todos os aprovados nos concursos da Brigada Militar e Polícia Civil. O chamamento dos profissionais será feito em três etapas, com 2 mil novos brigadianos e 661 policiais civis até dezembro de 2017.

    1ª etapa de nomeações
    530 policiais militares serão chamados de agosto de 2016 a fevereiro de 2017.
    221 policiais civis entre agosto e dezembro de 2016.

    2ª etapa de nomeações
    770 brigadianos de janeiro a julho de 2017.
    220 policiais civis entre janeiro e junho de 2017.

    3ª etapa de nomeações
    700 brigadianos de julho a dezembro de 2017.
    220 policiais civis de julho a novembro de 2017.

    Dos 2 mil novos servidores da Brigada Militar, 600 serão deslocados para os bombeiros e 1,4 mil para o policiamento. Também foi confirmada pelo governo a realização de concursos para o Instituto Geral de Perícias (IGP) e para a Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe). Para o IGP serão 106 novos servidores e na Susepe serão 700 agentes penitenciários. As provas serão aplicadas este ano, com nomeação até o ano que vem.

    Além disso, o Piratini anunciou medidas imediatas para qualificar as operações policiais e o trabalho de investigação. Entre elas está a liberação de R$ 52 milhões para horas extras e diárias na área da segurança até dezembro de 2016. O objetivo é duplicar as ações da operação Avante.

    O governo também planeja investir até dezembro deste ano R$ 30,5 milhões na aquisição de viaturas, armamento, equipamentos de segurança para os agentes da BM, Polícia Civil, Susepe e IGP.

    O plano inclui ainda a redução do déficit de vagas no sistema prisional, com obras em presídios. No Central, em Porto Alegre, serão reconstruídos nove pavilhões. O objetivo é que a unidade fique com um número total de 1.746 vagas. Serão ainda erguidos os módulos dois, três e quatro do presídio de Canoas, com 2.415 novas vagas. O projeto ainda prevê 672 vagas em Guaíba e construção de três novos presídios em locais ainda não definidos. Para o regime semiaberto, foi prometida a criação de 1.464 vagas, a maioria em unidades que devem ser construídas em Charqueadas e Guaíba. O anúncio não estipulou o valor necessário e o prazo para a execução das melhorias no sistema penitenciário.

    Em seu discurso, o governador Sartori admitiu que os novos gastos ampliarão as dificuldades financeiras, mas não esclareceu de que forma pretende honrar o compromisso.

    "Vislumbra-se no horizonte alguns sinais, mesmo que tímidos, de recuperação da economia nacional. Nós apostamos que isso vai nos ajudar para que isso se mantenha e que isso que nós apresentamos possa ser executado. Mas não vou esconder isso de ninguém, o anúncio significa ampliação de despesas, isso vai impactar na folha dos servidores, no pagamento dos fornecedores, nos repasses para outras áreas e outros problemas no fluxo de caixa", declarou.

     

    Gaúcha
     
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