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    - Atualizado em 19/05/2017 11h55

    Polícia identifica empreiteiro envolvido na construção de túnel para fuga do Presídio Central

    Ele não foi localizado durante cumprimento de mandado nesta manhã em Gravataí

    Foto: Ronaldo Bernardi /Agencia RBS

    Um empreiteiro, que ainda não teve o nome divulgado pela Polícia Civil, é um dos suspeitos esperados para depoimento sobre a construção de um túnel descoberto em fevereiro deste ano ao lado do Presídio Central (hoje chamado de Cadeia Pública). A obra servira para permitir a fuga de pelo menos mil presidiários e foi avaliada em R$ 1,5 milhão. Outras seis pessoas, ligadas aos quatro presos mentores do plano, também foram encaminhadas hoje ao Departamento de Investigações do Narcotráfico (Denarc) para depor. Foi deflagrada no início da manhã em oito cidades gaúchas a segunda fase da chamada “Operação Santo”.

    Havia um mandado de condução coercitiva contra ele, mas a polícia não o localizou na cidade de Gravataí. A defesa do empreiteiro informou que ele irá se apresentar hoje ou nos próximos dias para depor. O envolvimento dele está ligado à apreensão dentro do túnel de uma furadeira de impacto. Durante a investigação, os agentes conferiram o número de série e descobriram a loja que vendeu a máquina. De posse da nota fiscal, confirmaram o nome do empreiteiro investigado. O titular da 3ª Delegacia do Denarc e responsável pela operação, delegado Rafael Pereira, diz que o objetivo é saber se o suspeito apenas comprou o equipamento para a facção criminosa que planejou a escavação, se ele comprou e repassou para outra pessoa, ou então se realmente adquiriu a serra e participou da execução da obra. A investigação continua e não está descartada a participação de mais envolvidos nesse plano de fuga que poderia ser o maior da história do Brasil.

    Mentores

    Pereira divulgou hoje os nomes dos quatro principais mentores e financiadores da construção. Juntos, eles têm condenações de mais de 300 anos de reclusão. São eles: Tiago Benhur Flores Pereira, o Benhur, Fabrício Santos da Silva, o Nenê, Antônio Marco Braga Campos, o Chapolin, e Fábio Roberto Souza Nunes, o Capa. Outros dois detentos também são apontados como responsáveis pelo túnel.

    Todos têm ligação com alguns dos nove presos durante a escavação do túnel (a primeira fase da operação) e com a maioria dos sete suspeitos conduzidos coercitivamente para depor hoje no Denarc (a segunda fase da operação). Em princípio, estes últimos eram os responsáveis por fazer o contato entre apenados e pedreiros.

    Indiciados

    Os nove presos na época do fato já foram indiciados pela polícia e denunciados pelo Ministério Público por organização criminosa e facilitação da fuga de presos. Além disso, a polícia estima que as obras começaram em outubro do ano passado.  

    Gaúcha
     
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