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    - Atualizado em 12/08/2017 9h22

    Projeto propõe que postos de saúde funcionem 24 horas por dia em Santa Maria

    Prefeitura afirma que elevado custo financeiro inviabiliza proposta de vereador

    Um vereador em Santa Maria está com uma proposta que, na prática, prevê que as unidades básicas de saúde do município funcionem 24 horas por dia. O projeto de emenda à lei orgânica é de autoria do vereador Alexandre Vargas (PRB). Segundo ele, a matéria leva em conta a necessidade de dar atendimento àquelas pessoas que apenas contam com o Sistema Único de Saúde (SUS).

    No entendimento do vereador, os dois Pronto-Atendimentos – os PA’s do Patronato e da Tancredo Neves – e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) estão sobrecarregadas e, por isso, o caminho seria garantir atendimento médico nessas unidades.

    O vereador Alexandre Vargas sustenta que um caminho seria viabilizar, por exemplo, um terceiro turno na unidade de saúde do bairro Camobi.

    Quanto a valores para custeio de pagamento de um terceiro turno, o vereador afirma que cabe ao Executivo buscar parcerias com instituições de Ensino Superior – como a UFSM e a Unifra. Ele também sugere que a prefeitura faça um projeto que possa captar recursos da União.

    Do lado da prefeitura, a secretária de Saúde do município, Liliane Mello Duarte, destaca que a iniciativa do vereador é válida, mas inviável por dois aspectos. O primeiro dele, segundo a secretária, observa a legislação de funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), já que não há previsão de atendimento em caráter 24 horas um unidades básicas de saúde. E a outra questão é o alto custo financeiro de viabilizar um terceiro turno.

    A prefeitura trabalha, no momento, para viabilizar um concurso para a contratação de, pelo menos, 50 médicos para o próximo ano.  

    O orçamento da prefeitura para a área da saúde, neste ano, é de R$ 86 milhões – sendo que R$ 60 milhões são para a folha de pagamento dos funcionários. Os R$ 26 milhões restantes são para investimento, o que a prefeitura afirma ser insuficiente para toda demanda.  

    Gaúcha
     
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