A
     
     
     
     
     
     
    - Atualizado em 20/03/2017 17h15

    RS não tem frigoríficos citados na Carne Fraca, diz Ministério da Agricultura

    Para especialista, carne estragada não tem como maquiar e consumidor perceberia a fraude

    Foto: Tadeu Vilani /Agencia RBS

    Em entrevista ao Gaúcha Repórter desta segunda-feira (20), o superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Roberto Schroeder, afirmou que não se tem notícia sobre nenhum frigorífico gaúcho na Operação Carne Fraca, deflagrada na última sexta pela Polícia Federal.

    De acordo com o executivo, as fiscalizações do ministério no Estado estão em dia, seguindo a programação anual acordada com Brasília. Schroeder ainda reitera que está à espera das orientações da força-tarefa do Planalto, anunciada neste domingo pelo presidente Michel Temer, para intensificar a fiscalização.

    Também ao Gaúcha Repórter, o vice-presidente e diretor técnico da Associação Brasileira de Proteína Animal, Rui Vargas, afirmou que não é possível comercializar carne deteriorada sem que o consumidor perceba.

    “O consumidor pode ficar tranquilo, pois esse tipo de coisa visível depende muito mais dele avaliar o que está comprando do que qualquer outra pessoa”, sugere.

    O especialista explica que a legislação autoriza, dentro de limites, a utilização de carnes inferiores, como a da cabeça de porco, na composição de embutidos. “Mas isso não significa que há prejuízo para a saúde”, disse.

    Para o diretor técnico, o que pode estar acontecendo é o consumidor estar pagando caro por um produto de menor qualidade, embalado como se fosse um corte nobre. “Mas não há uma forma de recuperar uma carne estragada, mesmo utilizando recursos químicos”, reiterou.

    Gaúcha
     
    Comentários