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    Setor metalúrgico de Caxias projeta queda de 30% no faturamento em 2015

    Como consequência, queda de arrecadação em ICMS está projetada em mais de R$ 1 bilhão

    A queda no faturamento das indústrias do setor metal-mecânico em Caxias do Sul já chega a 29% em 2015. É o que afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), Getúlio Fonseca, em entrevista ao Gaúcha Repórter da Gaúcha Serra na tarde desta quarta-feira (09). 

    Dados da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE) divulgados nesta quarta mostram queda de 0,6% no PIB do estado no segundo trimestre do ano. No entanto, a análise de cada setor da economia varia bastante. No caso da indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, a diminuição foi de 30% no primeiro semestre.

    Em Caxias do Sul, o Simecs engloba cerca de 3 mil empresas e pouco mais de 40 mil trabalhadores atualmente. Em setembro de 2013, eram 55 mil trabalhadores no setor. O faturamento, que nos últimos anos vinha girando em torno de R$ 20 bilhões ao ano, está previsto para ficar em R$ 13 bilhões ao final deste ano.

    Fonseca chama atenção para um outro efeito da queda do faturamento, fora o desemprego: a queda de arrecadação de ICMS em um estado em crise financeira. A estimativa é de que a diminuição seja de mais de R$ 1 bilhão em 2015 em relação ao ano passado, considerando as empresas do setor na região. É um valor semelhante ao que o governo poderia utilizar com a ampliação do limite de saque dos depósitos judiciais de 85% para 95%, caso o projeto seja aprovado na Assembleia, e que permitiria pagar os salários dos servidores do executivo até outubro.

    Já com relação à ociosidade das indústrias, Fonseca afirma que está em pelo menos 40%, ou seja, no máximo 60% da capacidade da indústria está sendo empregada. 

    Uma previsão de recuperação não existe, mas o presidente do Simecs considera que agora o país "chegou ao fundo do poço". Fonseca destaca a prospecção de mercados externos, principalmente na África e América Latina. Hoje as exportações correspondem a 10% do faturamento, mas o indsutrial acredita que há potencial para que essa fatia cresça.

    Gaúcha Serra
     
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