- Atualizado em 17/07/2017 21h58

Soldado do Exército é assassinado enquanto trabalhava como motorista do Uber em Montenegro

Carro que ele usava está desaparecido; polícia investiga se é um latrocínio ou execução

Um soldado do Exército Brasileiro, que atuava como motorista do Uber, foi encontrado morto, na noite de domingo (16), em Montenegro, no Vale do Caí. Conforme a Polícia Civil, Marcelo Gabriel Lisboa Roxo, de 23 anos, passou a madrugada trabalhando no aplicativo em São Leopoldo, no Vale do Sinos, e mandou a última mensagem por celular para a namorada por volta das 8h. Depois disso, não entrou mais em contato. 

A família procurou amigos e conhecidos, mas ninguém sabia onde ele estava. Após o dia sem informações, já durante a noite, o dono do Chevrolet Classic usado no Uber pelo jovem avisou a mãe da vítima que o corpo de uma pessoa com as mesmas características dele havia sido localizado na área rural de Montenegro. A própria mãe foi até o local e confirmou a identificação do seu filho. 

A Polícia Civil apura duas hipóteses: ou que o jovem foi vítima de um latrocínio (roubo com morte) ou de uma execução. A primeira versão parece mais possível aos investigadores. É que o carro sumiu, junto com celular, carteira e outros bens da vítima. Junto ao corpo, o único pertence encontrado foi a quantia de R$ 200, que ele escondia na meia - provavelmente, para que em um assalto não fosse levado todo o dinheiro. 

De acordo com a Delegacia de Homicídios de São Leopoldo, que ajuda a Delegacia de Montenegro na investigação, familiares da vítima informaram que ele tinha agendado desde quinta-feira uma viagem com um passageiro no domingo para Maratá, próximo de Montenegro. Os policiais procuram saber quem é essa pessoa que solicitou a viagem, e se ela foi feita pelo aplicativo ou de forma informal. 

A vítima servia no 19º Batalhão de Infantaria Motorizada, com sede em São Leopoldo. Conforme o tenente Daniel Ferraz Tavares, oficial de comunicação social do Batalhão, o comando recebeu a informação da morte pela família e vai trabalhar para ajudar a investigação. A informação de que ele era motorista do Uber é surpresa para o oficial, que afirma não ser permitida atividade paralela para militares. 

Em nota, a Uber se manifestou sobre o ocorrido.

"Estamos profundamente entristecidos por saber desse crime terrível e nossos corações estão com a família de Marcelo."

Gaúcha
 
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