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    - Atualizado em 10/09/2015 14h01

    Staudt: não importa opinião de governistas e opositores sobre agências de risco

    Apresentador da Gaúcha fala sobre o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor's

    Agência rebaixou nota, de grau de investimento para grau especulativo

    Foto: Divulgação

    O novo foco da discussão entre defensores e críticos do governo Dilma é a credibilidade e relevância das agências de classificação de risco. A Standard & Poor's rebaixou a nota do Brasil, que deixa de ser avaliado como bom pagador. Volta para o grau especulativo, onde estava até 2008. Outras duas agências, Fitch e Moody´s, mantém o chamado grau de investimento, mas podem seguir o caminho do rebaixamento. Não adianta espernear ou vibrar. A minha, a sua ou a nossa opinião não importa.

    Um aviso aos governistas e antigovernistas que digladiam nas redes sociais: suas opiniões também não terão nenhuma influência. As agências de risco são usadas pelos investidores, os grandes investidores, abraçados e saudados por todos os governos. Eles que vão pensar duas vezes em deixar ou colocar dinheiro no Brasil. Eles que vão aumentar a exigência de juros para emprestar dinheiro. É para eles que a nota é importante, concorde ou não você com a classificação,  o capitalismo, o Tio Sam, o Lula ou a Dilma.

    A Standard & Poor´s e as outras agências são acusadas, inclusive pelo governo dos Estados Unidos, por falhas que levaram à crise econômica mundial de 2008. Elas estão relacionadas à qualificação de títulos hipotecários norte-americanos. As três agências avaliaram a nota de crédito desses títulos como muito boas. Investidores de todo o mundo confiaram e compraram os papéis. O resultado todo mundo sabe. 

    Mesmo questionadas, o que importa é como os donos do dinheiro reagem. Se confiam ou não. Todos nós, independentemente de opinião, pagaremos a conta, com recessão mais longa, dólar alto e produtos importados mais caros. O governo, que gastou mais do que deveria, que resolva e recupere a confiança. Que volte a comemorar o grau de investimento como em 2008.

    Gaúcha
     
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