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    - Atualizado em 10/09/2015 16h44

    TRF4 suspende ação de improbidade contra ex-governadora Yeda Crusius

    Vice-presidente do tribunal deferiu medida cautelar pleiteada

    Yeda conseguiu mais uma reviravolta na ação que tramita contra ela

    Foto: Silvio Alves /Divulgação

    A ex-governadora Yeda Crusius conseguiu mais uma reviravolta na ação de improbidade administrativa que tramita contra ela na Justiça Federal de Santa Maria. A defesa de Yeda obteve decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) afim de que a ação seja suspensa até que outros recursos sejam julgados em Brasília. As informações são do jornal Zero Hora.

    Em abril, o TRF4 decidiu que Yeda podia seguir sendo ré na ação de improbidade decorrente da fraude do Detran, investigada pela Operação RodinA defesa de Yeda vem lutando desde 2009 para anular essa ação.

    Contra a decisão de abril, o advogado dela, Fábio Medina Osório, ingressou com Recurso Especial e Extraordinário em agosto de 2015. Como os recursos não têm efeito suspensivo, a ação de improbidade seguiu tramitando em Santa Maria.

    Para estancar o processo de improbidade, a defesa apresentou uma ação cautelar junto à vice-presidência do TRF4, requerendo que os recursos tivessem o efeito suspensivo.

    Na terça-feira (8), o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, vice-presidente do tribunal, deferiu a medida cautelar pleiteada. Na decisão, o desembargador escreveu: "no que pertine ao periculum in mora, tenho que a demora poderá causar prejuízos não somente aos direitos políticos da requerente, mas também de ordem moral e individual, com possível violação ao princípio da dignidade, acarretando grave dano ou de difícil reparação."

    Com isso, a ação em relação à Yeda fica parada até o julgamento dos recursos da defesa pelo Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça.

    "Yeda foi vítima da maior calúnia política da história do Rio Grande do Sul e vem sendo sistematicamente perseguida. Fizeram uma devassa em sua vida e não encontraram nada, tanto que os fatos foram todos arquivados na esfera criminal. Esta ação de improbidade é um absurdo", disse Medina Osório.

    ZERO HORA
     
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